
É o momento para reafirmar nosso compromisso com a igualdade, a inclusão e o combate a toda forma de preconceito.
É especialmente simbólico que neste mesmo dia a Justiça do Rio de Janeiro tenha condenado a ex-jogadora de vôlei Sandra Mathias Correia de Sá por racismo, injúria racial e lesão corporal, com pena de 4 anos, 4 meses e 20 dias, dentre outras sanções . Ela atacou dois entregadores negros em abril de 2023, usando uma coleira e proferindo expressões como “preto de favela”, “lixo de favela” e “marginal”. O juiz destacou que seus atos não se restringiram a ofensas pessoais: visavam “restringir a circulação de entregadores e outros trabalhadores de baixa renda”, por razões raciais e socioeconômicas.
Esta condenação é uma vitória importante na luta contra o racismo estrutural e social. Ela lembra que ninguém está acima da lei e que comportamentos discriminatórios não podem ser tolerados, ainda que venham de pessoas públicas e privilegiadas.
Neste Dia Mundial, é crucial que usemos essa mensagem para reforçar o poder do judiciário em garantir justiça, mas também para reconhecer que a mudança real acontece em nossas atitudes diárias. Racismo não é apenas crime — é uma violência que corrói as bases da convivência humana.
Convido você a refletir:
- Como confrontar o racismo quando ele acontece diante dos nossos olhos?
- Estamos educando gerações para reconhecer a dignidade irrestrita de todo ser humano?
Hoje, reforcemos a prática de escuta ativa, valorização da diversidade e solidariedade às vítimas. O combate à discriminação racial começa com cada um de nós — em casa, na escola, no trabalho e na rua.
Que a sentença da Justiça inspire ações concretas, e que cada um de nós seja agente de um Brasil e um mundo mais igualitários.
Advogado Marcos Cavalcante, Desembargador aposentado RJ.


